ENSINO
Projeto Habilitação em Teatro de Animação
A partir da criação da disciplina de Teatro de Formas Animadas no curso de Artes Cênicas da ECA-USP no final dos anos 80 e início dos anos 90, apenas na ECA a disciplina estava vinculada a um curso de teatro em um departamento de teatro. Nas demais universidades, quando havia uma disciplina específica de teatro de animação, essa estava ligada, na maioria das vezes, à cursos de licenciatura, e por isso, voltados para a educação. Na Universidade Federal de Minas Gerais, de onde surgiu o Giramundo, o teatro de bonecos pertencia às Artes Plásticas. Foi exatamente nesse contexto, e do pensamento de que se fazia necessário uma formação aprofundada na área, foi que Ana Maria passou a se esforçar pela criação de uma habilitação em Teatro de Animação no Departamento de Artes Cênicas da ECA-USP.
Para Ana Maria, a criação dessa habilitação possibilitaria a praticantes da linguagem, já com alguma experiência com o teatro de animação, terem acesso a uma formação acadêmica de nível superior. O projeto de criação dessa habilitação foi executado e submetido aos colegiados da ECA-USP no ano de 1995. Na Justificativa da proposta de criação da habilitação em teatro de animação, Ana Maria diz:
Este projeto, que pretende criar a Habilitação de Teatro de Animação no curso de Bacharelado em Artes Cênicas da ECA-USP, tem por objetivo a formação universitária do bonequeiro. Bonequeiro é o artista cênico que apresenta um conjunto de habilidades e funções, sendo, ao mesmo tempo, ator, diretor, autor, dramaturgo, artista plástico, cenógrafo, e, muitas vezes seu próprio produtor-administrador. Através de movimento e forma ele cria a ilusão de estar dando, em cena, num ator teatral, vida ao inanimado. E, para isso, é necessário um treinamento específico.
Com o apoio de poucos colegas de departamento, o projeto não foi adiante. Algumas das justificativas para a não aprovação residiam na falta de professores para o curso com nível de doutorado, lembrando que ainda se estava em um processo de formação dessa linha de pesquisa na pós-graduação da ECA. Outras questões, como instalações adequadas, que demandava alguma construção, também foram argumentos impeditivos. A própria Ana Maria reconheceu mais tarde que a falta de professores era um problema que não havia como ser contornado.

























